FOTO EM CENA . BELÉM




GUY VELOSO - Fala da linha divisória entre a religiosidade e o fanatismo e da "busca de uma identidade mística que nos norteie e nos alimente com seus símbolos". Seu trabalho retrata momentos de fé nas seitas, romarias e demais manifestações religiosas na Índia, Amazônia, Belém e em Santiago de Compostela.

Biografia: Guy Veloso nasceu em Belém, em 1969. Dedica-se à fotografia documental / autoral, realizando ensaios sobre aspectos sociais da região amazônica, festas religiosas no Nordeste e costumes na Índia. Realizou, em 1998, a individual "Shanti - O Caminho das Índias", na II Bienal de Curitiba, e lançou, em 1999, o livro "Via Láctea - Pelos Caminhos de Santiago de Compostela". Trabalha como free-lancer e tem fotos publicadas em revistas como Isto é, Época, Eco Turismo, entre outras.



LUIZ BRAGA - Através de ensaios temáticos sobre a Amazônia Luiz Braga explica sua trajetória desde seus primeiros trabalhos em preto e branco retratando a dignidade do caboclo amazônico até seus trabalhos mais atuais como "Anos Luz" e "Amazônia Intimista" onde predomina a cor do crepúsculo e a possibilidade de confronto entre a luz natural e as múltiplas fontes de luz dos bares, parques e barcos populares daquela região.

Biografia: Luiz Braga nasceu em Belém (Pará) e iniciou-se na fotografia aos 11 anos. Até 1981, desenvolveu trabalhos em preto e branco. Em "A Margem do Olhar" (1987), retrata a dignidade do caboclo amazônico em seu ambiente com o qual conquista o Prêmio Marc Ferrez conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia da Funarte. Após essa fase, encanta-se com a cor da visualidade popular amazônica. Aliando as possibilidades de confronto entre a luz natural e a luz dos bares, parques e barcos populares amazônicos é premiado em 1991 com o “Leopold Godowsky Color Photography Awards”, pela Boston University.

Em 1996, obteve a Bolsa Vitae de Artes, viabilizando o trabalho “Amazônia Intimista”. Em 2003 foi o artista homenageado no XXI Salão Arte Pará com sala especial e recebeu o Prêmio Porto Seguro Brasil.

Realizou mais de 70 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas fotografias compõem coleções importantes como a do Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Centro Português de Fotografia, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outras. Atualmente, trabalha como fotógrafo independente, em Belém.



MIGUEL CHIKAOKA - Descreve o funcionamento da FotoAtiva, uma oficina permanente, onde vem desenvolvendo um programa de fomento ao aprendizado, pesquisa e difusão da fotografia no Pará e em todo Brasil. A partir de projetos como "VER-O-PESO" e "PINHOLEDAY", "SOS PLANETA ÁGUA" trabalhando a fotografia como meio de autoconhecimento e de transformação para um mundo melhor, valorizando o processo do fazer fotográfico.

Biografia: Fotógrafo e educador, Miguel Chikaoka, reside em Belém no Pará desde 1980, onde criou a Fotoativa, um nucleo de referencia na formação da maioria dos fotógrafos paraenses contemporâneos.

Envolvido há mais de duas década com trabalho de pesquisa e experimentação de percursos educativos baseados em abordagens transversais, constituiu uma metodologia singular, reconhecida no Brasil e no exterior, notadamente na Europa, onde já ministrou oficinas e palestras.

Como fotógrafo free-lance, período produziu foto reportagens e documentários para o Jornais “Resistência”, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e “Movimento” (SP) e foi colaborador da Agencia F4 (SP).

No inicio dos anos 90 criou a Agência Kamara Kó Fotografias, com sede em Belém do Pará, com a qual produz reportagens e documentários sobre questões sócio ambientais da Amazônia. Além de trabalhos publicadas na mídia impressa e eletrônica nacional e internacional, possui obras em acervos de museus em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Nova York e Paris.



PAULA SAMPAIO - "Fronteiras" é o assunto que norteia o programa, projeto que Paula desenvolve por dez anos documentando a colonização e ocupação da Amazônia, bem como os movimentos migratórios e o cotidiano das comunidades das estradas Belém-Brasilia e Transamazônica.

Biografia: Vive em Belém/PA desde 82. Graduou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará(1990) e fez especialização em Comunicação e Semiótica na PUC/MG(1996). Começou a trabalhar com fotojornalismo em 1987. É repórter fotográfica jornal O Liberal em Belém/PA e paralelamente desenvolve projetos fotográficos pessoais sobre a colonização, ocupação e migrações na Amazônia, a partir do cotidiano das comunidades que vivem às margens das grandes estradas abertas na região nos últimos 50 anos, principalmente as rodovias Transamazônica e Belém-Brasília. Esse trabalho, que vem sendo realizado desde 1990, já foi premiado pela Funarte (IV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, 1993), Mother Jones Internacional Fund for Documentary Photography (1997), ganhou Menção Honrosa na terceira versão de Prêmio Nacional de Fotografia/Funarte (1998) e em 2004 foi contemplado com a Bolsa Vitae de Pesquisa e Arte.

Participou de exposições coletivas no Brasil, China, Inglaterra, Áustria, França, Alemanha e Portugal . Realizou duas exposições individuais : Une Certaine Amazonie (Centre de Promotion du Livre de Jeunesse et Fotoativa).Bibliothèque Louis Aragon e Jules Vallès, França, 2005 e nas Galerias da FNAC (Galerias de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro), 2005/2006.

Possui obras nos acervos da Fotoativa (Belém/PA), Fundação Romulo Maiorana (Belém/PA), Fundação Tancredo Neves (Belém/PA), Núcleo Amigos da Fotografia/Nafoto (São Paulo/SP), Fundação Biblioteca Nacional de Arte e Cultura (Rio de Janeiro/RJ), Instituto Brasileiro de Arte e Cultura (Rio de Janeiro/RJ), Funarte (Rio de Janeiro/RJ), Instituto Marc Chagall (Porto Alegre/RS), Tafos/Talheres de Fotografia Documental (Lima/Peru), Fundação Mother Jones (Califórnia/EUA), Coleção Joaquim Paiva, Banco de dados do Instituto Itaú Cultural (São Paulo/SP), Coleção Masp/Pirelli (São Paulo/SP) e MAM/SP.



WALDA MARQUES - Comenta sobre os processos de trabalhos que a levaram a fotografia, sua grande habilidade manual, suas influências de uma família de muitas mulheres. Descreve seus projetos sempre ligados à fotografia de pessoas. "A Iludida", "O Homem do Hotel Central" "Faz querer quem não me quer" são alguns dos trabalhos citados por Walda que apresenta sua fotografia através de suportes variados.

Biografia: Walda Marques nasceu em Belém, em 62. Com 18 anos, começou a trabalhar com maquiagem em teatro, TV, salão de beleza e estúdios fotográficos, especialmente para retrato e publicidade. A experiência de 17 anos com maquiagem e o contato com as oficinas do fotógrafo Miguel Chikaoka, na FotoAtiva, em 89, levaram-na definitivamente para a fotografia. Montou, com Octávio Cardoso, a WO Fotografia iniciando sua carreira dedicada ao retrato.

Em 93, participou em São Paulo das coletivas "Fotografia Construída", no Museu Lasar Segal e "Fotografia Brasileira Contemporânea", no SESC - Pompéia. Em 94, realiza a primeira individual, "Maria tira a máscara que eu quero te ver", em Belém.

Em 1998, recebe o 1º prêmio no Salão de Fotografia do CCBEU em Belém e realiza a fotonovela "O Homem do Hotel Central", exposta em Belém e premiada no Abra Coca-Cola, em São Paulo.

Atualmente desenvolve os seguintes projetos: a fotonovela "Os beijos que não te dei" e "Faz querer quem não me quer", ensaio para o projeto Fotoativa Ver-O-Peso.







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